O que são MQL, SQL e SAL em vendas B2B (e por que confundir esses termos destrói a qualificação)
MQL, SQL e SAL são termos muito usados em operações B2B, especialmente quando marketing e vendas trabalham com CRM e automação. Ainda assim, são conceitos frequentemente confundidos e essa confusão gera um dos maiores problemas das empresas: desalinhamento entre áreas e perda de eficiência comercial.
Quando esses estágios não estão claros, leads “quentes” chegam frios para vendas, oportunidades são perdidas cedo demais e o funil se contamina logo na entrada.
O que é MQL (Marketing Qualified Lead)
MQL, ou Marketing Qualified Lead, é o lead que atendeu aos critérios mínimos definidos pelo marketing para avançar no funil.
Isso significa que ele:
- se encaixa parcialmente no ICP
- demonstrou algum interesse ou comportamento relevante
- atingiu um score mínimo definido
MQL não é oportunidade de venda. É um lead que merece atenção mais próxima, mas ainda precisa ser validado comercialmente.
O que é SQL (Sales Qualified Lead)
SQL, ou Sales Qualified Lead, é o lead que já passou pela validação comercial e demonstrou potencial real de compra.
Em geral, um SQL apresenta:
- problema claro
- urgência ou timing
- capacidade ou acesso à decisão
- aderência ao ICP
A partir do momento em que vira SQL, o lead entra oficialmente no funil de vendas como oportunidade.
O que é SAL (Sales Accepted Lead)
SAL, ou Sales Accepted Lead, é um estágio intermediário pouco usado — mas extremamente útil em operações B2B mais estruturadas.
Ele representa o momento em que:
- marketing entrega o lead
- vendas analisa rapidamente
- aceita (ou rejeita) formalmente esse lead
O SAL cria um checkpoint de responsabilidade, evitando que vendas ignore leads e que marketing envie leads fora de critério sem feedback.
Por que MQL, SQL e SAL existem
Esses estágios existem para resolver um problema central: nem todo lead deve virar oportunidade.
Eles ajudam a:
- proteger o funil de vendas
- priorizar esforço do time comercial
- criar alinhamento entre marketing e vendas
- melhorar taxa de conversão e previsibilidade
Quando tudo vira SQL, o pipeline infla e a conversão cai. Esse problema se conecta diretamente ao pipeline inflado, discutido aqui:
https://www.academiademetas.com.br/o-que-e-pipeline-de-vendas-em-b2b-e-por-que-ele-inflaciona-e-engana-gestores
O erro mais comum: pular etapas
Um erro recorrente é tratar MQL como SQL. Leads que apenas baixaram conteúdo ou participaram de um evento são enviados para vendas como “oportunidades”.
O resultado costuma ser:
- vendedores frustrados
- leads mal abordados
- queda de conversão
- atrito entre áreas
Sem critérios claros, os nomes existem, mas não cumprem sua função.
MQL, SQL e Lead Scoring
Esses conceitos estão diretamente ligados ao Lead Scoring. O scoring ajuda a definir quando um lead vira MQL, mas não substitui a validação humana que transforma MQL em SQL.
Esse ponto se conecta ao conteúdo sobre Lead Scoring:
https://www.academiademetas.com.br/o-que-e-lead-scoring-em-vendas-b2b-e-como-usar-para-qualificar-melhor-oportunidades
MQL, SQL e o funil de vendas
MQL e SAL acontecem antes da entrada no funil de vendas. SQL marca o início real do funil.
Quando esses limites são claros:
- o funil começa mais limpo
- o pipeline reflete melhor a realidade
- as taxas de conversão se estabilizam
Esse encadeamento é essencial para que o funil funcione, como explicado aqui:
https://www.academiademetas.com.br/o-que-e-funil-de-vendas-em-b2b-e-por-que-a-maioria-nao-funciona-na-pratica
Impacto desses estágios na previsibilidade
Previsibilidade depende da qualidade da entrada no funil. Quando MQL e SQL são confundidos, o forecast se torna otimista demais desde o início.
Empresas que crescem com previsibilidade tratam esses estágios com rigor, não como burocracia. Esse risco é discutido aqui:
https://www.academiademetas.com.br/crescer-com-previsibilidade
Erros comuns na definição de MQL, SQL e SAL
Alguns erros frequentes:
- critérios vagos (“lead interessado”)
- ausência de SLA entre marketing e vendas
- falta de feedback de vendas para marketing
- métricas de volume em vez de qualidade
Quando isso acontece, os termos existem apenas no CRM, não na operação real.
Como a Academia de Metas trabalha MQL, SQL e SAL
Na Academia de Metas, esses estágios são tratados como ferramentas de alinhamento, não como labels.
O trabalho envolve:
- definição clara de critérios por estágio
- alinhamento entre marketing e vendas
- integração com ICP, Lead Scoring e funil
- uso desses estágios na rotina de gestão
O objetivo é garantir que vendas receba menos leads, porém melhores, e que marketing tenha feedback claro sobre qualidade.
Conclusão
MQL, SQL e SAL não são siglas para complicar o processo. São filtros para proteger o tempo do time e a saúde do funil.
Quando bem definidos, aumentam conversão, reduzem atrito e sustentam previsibilidade. Quando mal definidos, viram apenas nomes bonitos para o mesmo caos de sempre.
Se sua empresa gera leads, mas sente que vendas reclama da qualidade ou que marketing reclama de falta de follow up o problema pode estar na definição desses estágios.
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