O que é Lead Velocity Rate (LVR) em vendas B2B e por que ele antecipa crescimento futuro

Se você lidera vendas em uma empresa B2B, provavelmente já viveu este cenário:


Você fecha um mês bom, respira aliviado… mas no mês seguinte tudo volta a ficar instável.
O pipeline parece cheio, o time está “fazendo bastante coisa”, mas a receita oscila e a previsibilidade não aparece.


Em muitos casos, isso acontece porque a empresa acompanha métricas que olham só para o presente (ou para o passado), mas não medem a tendência real de crescimento da operação.


É aqui que entra uma métrica que poucas empresas usam do jeito certo, mas que muda completamente o nível de clareza do gestor:


Lead Velocity Rate (LVR).


O LVR é uma forma objetiva de medir se o seu crescimento é sustentável ou se você está apenas vivendo de picos e sorte.


O que é Lead Velocity Rate (LVR)


Lead Velocity Rate (LVR) é a métrica que mede a taxa de crescimento do volume de leads qualificados de um período para o outro.


Em termos simples, ela responde:


“Minha empresa está gerando mais oportunidades qualificadas mês após mês?”


E por que isso importa tanto?


Porque no B2B, crescimento previsível depende de um fluxo consistente de oportunidades com qualidade.


Sem isso, o time vira refém de:


  • indicações aleatórias
  • “milagres” no fim do mês
  • negociações longas sem controle
  • pipeline inflado (que não fecha)
  • forecast que erra mesmo com CRM


Se você quer previsibilidade, você precisa acompanhar métricas que mostram tendência, não só resultado final.

E o LVR é uma das melhores para isso.


LVR mede leads, mas o que importa é o lead certo


Aqui vai um ponto importante:


LVR não é sobre “aumentar leads”.

Ele é sobre aumentar leads qualificados.


Porque crescer em volume com baixa qualidade só cria mais trabalho, mais ruído e mais frustração comercial.

É o tipo de crescimento que parece bom no slide, mas destrói eficiência na operação.


Se você quer entender por que empresas B2B trabalham muito e vendem pouco, esse post complementa perfeitamente:
https://www.academiademetas.com.br/conversao-baixa-em-vendas-b2b-por-que-seu-time-trabalha-muito-e-vende-pouco


Como calcular Lead Velocity Rate (LVR)


A fórmula do LVR é simples:


LVR = (Leads qualificados do mês atual – Leads qualificados do mês anterior) ÷ Leads qualificados do mês anterior × 100


Ou seja, você calcula a variação percentual de um mês para o outro.


Exemplo prático de LVR em vendas B2B


Vamos imaginar uma empresa que está medindo SQLs (Sales Qualified Leads), porque quer trabalhar só com oportunidades que realmente têm potencial.


  • SQLs em janeiro: 80
  • SQLs em fevereiro: 100


Aplicando a fórmula:


LVR = (100 – 80) ÷ 80 × 100
LVR = 20 ÷ 80 × 100
LVR =
25%


Isso significa que o volume de SQLs cresceu 25% de um mês para o outro.


Esse número, quando acompanhado de forma consistente, ajuda a empresa a entender se está acelerando o crescimento ou se está apenas “sobrevivendo” mês a mês.


Por que o LVR antecipa crescimento futuro


No B2B, receita é consequência de um processo que acontece antes.

Para fechar contratos, você precisa de:


  • leads com fit
  • oportunidades bem qualificadas
  • pipeline com governança
  • follow-up com método
  • ciclo controlado
  • conversão por etapa saudável


Então, quando o LVR cresce de forma consistente, ele sinaliza:


“O topo do meu sistema está ganhando força.”


E isso normalmente aparece na receita com atraso, porque o ciclo de vendas leva tempo.

Por isso o LVR é tão valioso:


Ele mostra o que está sendo construído agora, mesmo que a receita ainda não reflita isso.


LVR não é uma métrica de marketing. É uma métrica de crescimento comercial


Um erro comum é tratar LVR como “métrica do marketing”.


Mas no B2B, crescimento previsível exige alinhamento real entre:


  • marketing
  • SDR/Pré-vendas
  • vendas
  • operação e governança


Se a empresa mede apenas leads gerais, vira bagunça.
Se mede apenas receita, vira atraso e susto no fim do mês.


O LVR funciona como um “painel de tendência” que ajuda a liderança a agir antes do problema explodir.

E quando a empresa amadurece, isso vira governança.


LVR vs volume de leads: por que muita gente se engana


Um problema muito comum em empresas B2B é comemorar “mais leads” quando, na prática, a qualidade piorou.

Exemplo realista:


  • mês 1: 300 leads, 90 viram MQL, 40 viram SQL
  • mês 2: 600 leads, 100 viram MQL, 35 viram SQL


O volume dobrou, mas o que interessa para receita caiu.

Se você só olha volume, parece crescimento.
Se você olha LVR em SQL, você vê a verdade.

E esse tipo de confusão destrói a qualificação.


Se quiser aprofundar MQL, SQL e SAL, esse post conecta perfeitamente:
https://www.academiademetas.com.br/o-que-sao-mql-sql-e-sal-em-vendas-b2b-e-por-que-confundir-esses-termos-destroi-a-qualificacao


O que considerar como “lead qualificado” para calcular LVR


Aqui está o ponto que separa empresas maduras de empresas que vivem de achismo:


Você precisa definir qual estágio do funil será usado como base do LVR.


As opções mais comuns são:


LVR de MQL (Marketing Qualified Lead)


Usado quando o marketing tem critérios fortes de qualificação e volume consistente.


Funciona melhor quando:

  • inbound é forte
  • critérios de MQL são bem definidos
  • há boa passagem para vendas


LVR de SQL (Sales Qualified Lead)


É o mais recomendado para previsibilidade comercial, porque mede oportunidades com chance real de virar pipeline.

Funciona melhor quando:


  • existe SDR ou qualificação comercial
  • existe definição de “fit” e “dor”
  • há critérios claros de passagem


LVR de oportunidades (deals no pipeline)


Usado quando a empresa já tem processo bem definido e quer medir crescimento de pipeline real.

Mas cuidado: se o pipeline é inflado, esse número vira ilusão.


Se quiser entender pipeline inflado e por que ele engana gestores:
https://www.academiademetas.com.br/o-que-e-pipeline-de-vendas-em-b2b-e-por-que-ele-inflaciona-e-engana-gestores


Como usar LVR para prever receita (sem inventar forecast)


LVR sozinho não prevê receita.


Mas ele ajuda muito quando combinado com:


  • taxa de conversão (win rate)
  • ciclo de vendas
  • ticket médio
  • capacidade do time
  • pipeline coverage


Quando você entende isso, você consegue fazer perguntas inteligentes como:


  • “Se meu LVR cair, qual será o impacto daqui a 60 dias?”
  • “Se meu LVR subir, eu tenho time para absorver?”
  • “Se eu gero mais SQL, mas não fecho mais, onde está o gargalo?”


Isso é maturidade de gestão comercial.


E conecta diretamente com Sales Velocity, que é a métrica de velocidade real da operação:
https://www.academiademetas.com.br/o-que-e-sales-velocity-em-vendas-b2b-e-por-que-ela-mostra-a-velocidade-real-do-crescimento


O maior erro: aumentar LVR sem aumentar conversão


Tem um cenário muito comum:


A empresa consegue aumentar LVR (mais leads qualificados), mas a receita não cresce.


Isso normalmente acontece por três motivos:


  1. O time não está preparado para absorver o volume
  2. A qualificação está “relaxando” para bater meta de SQL
  3. O funil tem gargalos e baixa conversão em etapas críticas


Se você quer identificar gargalos de conversão com método:
https://www.academiademetas.com.br/como-identificar-gargalos-de-conversao-no-funil-b2b-e-o-que-fazer-para-corrigi-los


Como aumentar o LVR de forma saudável no B2B


Aqui está o caminho certo: aumentar LVR sem perder qualidade.


1) Comece pelo ICP (e não pelo canal)


A maioria tenta resolver “crescimento” escolhendo canal.


Mas crescimento sustentável começa com ICP claro.


Sem ICP, o LVR pode até subir, mas você só está aumentando ruído.


ICP na prática:
https://www.academiademetas.com.br/o-que-e-icp-em-vendas-b2b-e-como-definir-o-cliente-ideal-na-pratica


2) Defina critérios objetivos de qualificação


Sem critérios, cada pessoa “qualifica do seu jeito”.


E isso destrói previsibilidade.


Se você quer qualificação melhor e menos perda de tempo:
https://www.academiademetas.com.br/lead-qualificado-em-vendas-b2b-como-parar-de-perder-tempo-com-oportunidades-erradas


3) Construa um funil que funcione na prática


Funil “bonito no slide” não sustenta LVR saudável.


Funil de vendas em B2B (e por que a maioria não funciona):
https://www.academiademetas.com.br/o-que-e-funil-de-vendas-em-b2b-e-por-que-a-maioria-nao-funciona-na-pratica


4) Melhore o follow-up para não desperdiçar oportunidade


Quando o LVR sobe, você não pode perder oportunidades por falta de método.


Follow-up que fecha sem insistência:
https://www.academiademetas.com.br/follow-up-que-gera-fechamento-como-avancar-vendas-b2b-sem-insistencia


5) Garanta pipeline hygiene e governança


LVR saudável vira pipeline real.


Sem governança, ele vira só mais volume.


Pipeline hygiene:
https://www.academiademetas.com.br/o-que-e-pipeline-hygiene-em-vendas-b2b-e-como-manter-o-crm-confiavel-de-verdade


LVR e crescimento previsível: como líderes devem acompanhar


Se você quer previsibilidade, o LVR precisa ser acompanhado como parte de um painel semanal/mensal com:


  • LVR de SQL (principal)
  • conversão por etapa
  • win rate
  • ciclo de vendas
  • aging por etapa
  • pipeline coverage
  • forecast accuracy


E o mais importante:


Você não mede isso para “ter números”.

Você mede para tomar decisões de verdade.


Conclusão


O Lead Velocity Rate (LVR) é uma das métricas mais importantes para empresas B2B que querem crescer com previsibilidade, porque ele mostra se o seu sistema está ganhando força ou se você está apenas sobrevivendo mês a mês.

Ele antecipa crescimento futuro porque mede a tendência de geração de oportunidades qualificadas, que é o combustível real do pipeline.


Mas ele só funciona quando:


  • o ICP é claro
  • a qualificação é objetiva
  • o funil é bem desenhado
  • o CRM é confiável
  • e existe governança comercial


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