O que vendedores e líderes podem aprender com a disciplina de atletas: performance física, mental e consistência nos negócios

Existe um mito muito comum no mundo das vendas e da liderança: o de que alta performance é apenas uma questão de técnica, método e estratégia. O episódio do VendAZ com Iasmim Santos (nutricionista, personal trainer e criadora da Mentoria Mente Magra) e Gabriel Oliveira (fisioterapeuta, treinador e bodybuilder tricampeão) desmonta esse mito de forma direta.


A conversa mostra, na prática, que performance sustentável começa no corpo, passa pela mente e se manifesta no trabalho. Vendas, liderança e crescimento não são apenas sobre saber o que fazer, mas sobre conseguir executar com consistência e isso exige energia, clareza e disciplina.


Este artigo organiza os principais aprendizados do episódio e traduz o que atletas de alta performance ensinam para quem vive sob pressão comercial diariamente.

O que ninguém pode fazer por você: a lógica do “inalienável”


Um dos conceitos mais fortes do episódio é a ideia do inalienável. No mundo dos negócios, é possível delegar muitas coisas: execução, operação, análise, até decisões estratégicas. No corpo, não.


Ninguém pode treinar por você. Ninguém pode dormir por você. Ninguém pode comer por você.
Esse princípio gera um choque de realidade importante para líderes e vendedores:
resultado físico é 100% responsabilidade individual.


O esporte ensina algo que muitas vezes se perde no ambiente corporativo moderno: o resultado é consequência direta da constância diária, não da intenção, do discurso ou do planejamento isolado.


Vendas, pressão e inteligência emocional


Vendas é uma profissão emocionalmente exigente. O vendedor acorda todos os dias com meta, cobrança, rejeição e incerteza. O líder, além disso, carrega a responsabilidade por pessoas, números e decisões difíceis.


Iasmim destaca que grande parte dos comportamentos desregulados especialmente alimentares surge como válvula de escape emocional. Estresse, frustração, ansiedade e raiva frequentemente são descarregados na comida, no álcool ou em hábitos automáticos.


O aprendizado central aqui é claro:


inteligência emocional não é não sentir, é saber identificar, nomear e lidar com o que se sente.


Quando o profissional aprende a reconhecer emoções e criar novas formas de regulação (treino, respiração, rotina, sono), ele para de “compensar” no corpo aquilo que não resolve na mente.


A disciplina de atleta aplicada às vendas


Gabriel traz um conceito simples e poderoso, muito conhecido no esporte de alto rendimento: “não interessa”.


Não interessa se está com vontade.
Não interessa se o dia foi difícil.
Não interessa se o humor não ajuda.


A ação acontece porque existe um compromisso com o objetivo.


No fisiculturismo, ninguém treina apenas quando está motivado. A motivação oscila. A disciplina permanece. E isso se conecta diretamente com vendas.


O vendedor que espera “estar no clima” para prospectar, ligar ou conduzir diagnósticos profundos está condenado à oscilação. Alta performance nasce da repetição do mínimo inegociável, mesmo nos dias ruins.


Consistência é mais importante que perfeição


Outro ponto central do episódio é a quebra da lógica da perfeição. Atletas de alto nível não buscam dias perfeitos, mas dias consistentes.


No mundo comercial, isso significa:


  • Prospectar mesmo após vários “nãos”
  • Manter rotina mesmo quando o pipeline está fraco
  • Executar processo mesmo quando o resultado demora a aparecer


Consistência não é intensidade esporádica. É presença diária.


Corpo como combustível para performance cognitiva


Um erro comum em ambientes de alta pressão é tratar saúde como luxo ou vaidade. O episódio deixa claro que isso é um equívoco estratégico.


Alimentação desregulada, sono ruim e sedentarismo geram:


  • Oscilação de energia ao longo do dia
  • Queda de atenção e foco
  • Tomada de decisão mais impulsiva
  • Menor tolerância ao estresse


O treino, para quem não é atleta profissional, funciona como um regulador fisiológico e emocional. Ele melhora sono, clareza mental e capacidade de sustentar esforço cognitivo por mais tempo.


Cuidar do corpo não aumenta apenas bem-estar. Aumenta faturamento, qualidade de decisão e consistência de execução.


O papel do ambiente e da mentoria


Outro aprendizado forte do episódio é a importância do ambiente. Tanto no esporte quanto nos negócios, o ambiente molda comportamento.


Treinar em um ambiente desorganizado, sem referência técnica, gera estagnação. O mesmo vale para vendas. Estar cercado de pessoas que normalizam baixa disciplina, improviso e desculpas limita o crescimento.

Mentoria entra como um atalho estratégico. Contratar alguém que já percorreu o caminho reduz erro, acelera aprendizado e evita anos de tentativa e erro.


Mas existe uma condição inegociável: skin in the game. Aprender com quem vive o que ensina.


Crescimento começa fora da zona de conforto


O episódio reforça um ponto comum tanto no treino quanto nas vendas: crescimento só acontece quando o profissional admite que não sabe tudo.


No esporte, isso aparece ao corrigir postura, mudar treino ou aceitar orientação.


Nas vendas, aparece quando o vendedor sai do conforto do WhatsApp e encara ligações, diagnósticos difíceis e conversas que geram desconforto emocional.


Resultados atuais refletem quem você é hoje. Resultados diferentes exigem comportamentos diferentes.


Performance sustentável exige integração entre corpo, mente e método


O grande fechamento do episódio é a compreensão de que alta performance não é fragmentada. Não existe método comercial que sustente resultados quando o corpo está exausto e a mente desregulada.


Da mesma forma, cuidar do corpo sem método, disciplina e direção estratégica também não gera crescimento profissional.

Vender mais, liderar melhor e crescer com consistência exige integração:


  • Disciplina física
  • Clareza emocional
  • Processo bem definido
  • Ambiente favorável
  • Mentoria adequada


Próximo passo


Se sua operação oscila, se o time perde ritmo ou se você sente que falta energia, clareza e constância no dia a dia comercial, o problema pode estar além do funil, do pipeline ou da meta.


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